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Artista da Vez #15 — Felipe Guga

Nosso convidado da vez é um parceiro de longa data que há muito queríamos trazer pra cá, é “iLUZtrador” (sic), carioca, DJ e embaixador das Good Vibes. Conquistou o coração de muita gente através de suas artes e personalidade única e explodiu no Instagram. Dono de um traço único e já com algumas exposições em seu currículo, agora seu nome se junta ao super time de Artistas da Vez da Touts.

Senhoras e Senhores, com vocês: Felipe Guga

Neon “Seja Luz” do Felipe Guga

Como você é apresentado na contra capa do seu livro?

Como foi meu primeiro livro, na verdade não tem nenhuma apresentação sobre a minha pessoa, hahaha!

E como você se apresentaria pro restante da comunidade da Touts?

Me apresentaria como um ilustrador que tá sempre buscando a luz, literalmente, e sempre querendo propagá-la para as pessoas, além de dividir todo meu conhecimento nessa busca. Sou uma pessoa pra cima, alto astral, que tenta sempre enxergar o lado positivo da vida em tudo e quer sempre poder passar essa positividade e fé adiante pra quem me segue e acompanha.

Felipe Guga em seu habitat natural, espalhando good vibes.

Você é formado em Design aqui no Rio, né? Como surgiu sua relação com a arte? Veio de antes dos tempos de faculdade ou começou a se interessar por isso mais tarde?

Cara, comecei a me interessar por artes desde que eu nasci, eu acho. Por que dentro de casa minha mãe e meu pai sempre tiveram muitos quadros e isso sempre me chamava bastante atenção. Desde moleque, mesmo já tendo videogame e tal, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era sentar com meu irmão, que sempre desenhou muito bem, e ficar desenhando. A gente ficava pegando os álbuns de figurinha do Thunder Cats, de figuras de skate e surf e depois íamos mostrar para os nossos pais todos orgulhosos “olha, meu desenho!”. Acho que a arte já veio no sangue! Até por termos alguns parentes um pouco mais distantes como um tio meu que já ganhou um prêmio de melhor ilustrador da Europa e coisas do tipo. Acho que isso veio de família e eu fui presenteado com esse dom, graças a Deus!

E em algum momento você enxergava uma carreira na arte? Ou foi algo que surgiu como um hobby e foi ganhando proporção na sua vida?

Sempre tive muito medo de me jogar no ramo das artes desde adolescência. Tanto que antes de fazer Design na PUC eu cursei um ano de Administração. Por que eu pensava: “Ah, arte é legal, mas é só um hobby. Nunca que eu vou ganhar dinheiro com isso na vida”. Só que quando é pra ser, não tem jeito, né. A vida deu uma reviravolta, resolvi fazer Design e me reencontrei. E aí comecei a buscar isso, porque eu sempre desenhei bem. Sempre fui um dos “melhores alunos”, por assim dizer, nas aulas de artes da escola, que era minha aula predileta no colégio. Então eu acho que sempre foi um hobby, mas depois que me formei e consegui começar a fazer algum dinheiro com meus desenhos e minha arte consegui enxergar a luz no fim do túnel. Comecei a investir mais pesado nisso, em materiais, livros, pesquisas, etc. E aí sim, deslanchou!

Capa personalizada “O amor cura tudo”.

Suas artes tomaram conta das redes sociais, principalmente do Instagram. Essa foi uma estratégia que você escolheu lá atrás ou mídia social foi sua plataforma por acaso?

Desde muito tempo atrás, no começo das mídias sociais, eu já tinha um Fotolog onde postava só as minhas artes. Acho que foi um caminho que eu sempre escolhi e enxergava como uma ótima forma de divulgação. Lembro que na época do Fotolog já tinha 30.000 seguidores, fiz amizade e conheci a maioria dos artistas do Brasil que usavam o site. Eu seguia eles e eles me seguiam de volta e isso caminhou muito bem, foi uma ótima forma de divulgar meu trabalho. Hoje em dia temos o Instagram, que é o novo Fotolog e que explodiu. Desde que comecei a postar as artes lá tudo deu certo de novo. Por isso que meu Instagram sempre foi pensado pra ser um meio de divulgação, mesmo.

É verdade que tudo começou com um pé na bunda lá no fim de 2014? Pode contar pra gente um pouco dessa história?

É verdade! “Pé na bunda” é um termo meio estranho, né. Mas é o termo que melhor traduz o que aconteceu, haha. Na época, com meu coração partido, eu senti a necessidade de colocar pra fora meus sentimentos em relação a esse amor que não estava mais rolando. E também pensava na possibilidade da pessoa que não estava mais comigo ver as postagens, voltar atrás e falar “pô, ele realmente me ama”, né! Só que nisso que comecei a falar de amor, fé, gratidão e de agradecer por tudo que aconteceu independente do final não ter sido feliz. Depois de dois meses de postagens, já tinham alguns famosos e influenciadores do Instagram repostando minhas artes e eu pensei “cara, acho que o caminho é esse!”. Além de estar me sentindo bem falando sobre meus sentimentos e sobre luz, que era o que eu estava buscando com muito afinco naquele momento, eu percebi que as pessoas também se identificavam bastante e me incentivavam a postar cada vez mais e pedir artes. Então acho que é isso, como dizem: “há males que vem para o bem”. Apesar de ter sido uma situação ruim na época, deu tudo muito certo depois disso.

“Arte que toca”. Você encontra aqui.

Pode contar pra gente um pouco do seu processo criativo no seu dia a dia, como você se mantém inspirado e motivado a estar sempre criando?

Ah, eu já sou ilustrador há 13 anos, né! Pra mim já virou um hábito, mesmo. Se eu passo dois dias sem desenhar nada eu já sinto falta. É como se fosse uma malhação. A pessoa que malha todo dia quando fica um dia sem ir já pensa “pô, preciso malhar” e volta correndo pra academia. Meu crossfit é desenhar todo dia. Acho que é um processo natural das pessoas criativas, quanto mais elas produzem, mais ideias elas têm. O pessoal comenta que tive ideias geniais, mas acho que só as tive por que estou sempre criando. Uma hora ou outra vai sair aquela bola no ângulo. Acho que é a constante ação que gera a luz, que gera as ideias boas, as analogias, os links que ninguém fez ainda. Meu processo criativo é bem espontâneo e natural. Eu deixo a coisa fluir, e mesmo estando sem ideia eu tô desenhando. E aí no próprio processo de desenhar as ideias surgem. Você não pode esperar uma ideia vir do além, tem que se sentar em frente ao papel em branco e desenhar, aí elas vão vindo naturalmente. Sempre deu certo dessa forma comigo, e acho que em time que tá ganhando não se mexe!

Mais arte na rua. Apressar vs Apreciar.

Hoje onde você busca suas principais influências e referências?

Acredito que minhas principais influências sejam pensamentos positivos. Muita coisa que eu escrevo nas minhas artes são retiradas da própria Bíblia, que é um livro muito inspirador pra mim. Porque são frases e ideias que surgiram a mais de 2.000 anos atrás e que ainda são vivas. Elas estão sempre se renovando e quando eu as leio eu tô sempre criando algo. Se eu fizer alguma arte é provavelmente de algo que eu li sobre. Minhas referências vêm de todos os cantos, de escutar uma música clássica, de ouvir um jazz, de passear na praia, dar um mergulho do Arpoador. Vem da vida em geral: da natureza, de conversas com amigos, de todos os cantos! O negócio é estar sempre com a antena ligada pra criar e observar cada detalhe à nossa volta com olhos de poesia, que é o que eu tento fazer diariamente.

“Lave sua alma”, presente no carro de um estranho sortudo.

Além de artista e designer, você também é DJ e toca em várias festas. O que você acha da relação entre essas profissões? Rola alguma sinergia ou são momentos completamente diferentes?

Acredito 100% na sinergia. Muitas vezes eu tô um pouco cansado ou desanimado em casa e quando vou tocar rola uma troca de energia com o público, e aí essa luz do público me reenergiza e volto pra casa com um tesão de criar e produzir. Acho que é um troca mesmo e eu quando vou tocar tento sempre passar a melhor vibe possível. As pessoas estão lá pra se divertirem e tocar com a alegria e com o coração faz toda a diferença. E esse é o link com a minha arte, como eu falo de amor, luz e gratidão eu exerço isso também na profissão de DJ.

Casaco personalizado “Seja Luz”.

E o que você mais gosta de fazer no seu tempo livre?

Com certeza ir a praia, ou caminhar na praia, passear pelo Jardim Botânico ou Parque Lage. São momentos em que você desliga o “botãozinho”, e não pensa em nada. Só curte a natureza, o silêncio. Acho que nesses momentos de “não fazer nada” que as ideias geralmente acontecem. Especialmente, acho que ir a praia no Arpoador, dar um mergulho e assistir ao pôr do sol. São momentos até clichês, mas que fazem toda a diferença pra mim.

Hoje você já tem um livro com suas ilustrações publicado. Fala um pouco mais pra gente sobre como foi o processo de lançar o livro, os desafios e como se sente sobre ele?

O processo de lançar o livro foi todo muito rápido. Eu comecei no Instagram em Janeiro de 2015 e dois meses depois a editora já entrou em contato comigo por que viu as artes e achou que o conteúdo tinha potencial para um “excelente livro” e já queria assinar o contrato. Então foi tudo muito “meteoro”, sabe? Foi do dia pra noite e nem eu imaginava. O maior desafio de ter um livro na praça acho que é basicamente atingir o maior público possível. Mas também não depende só do autor, vai mais da editora. Eu me sinto muito realizado, por que sempre foi um sonho lançar um livro com meu trabalho e acabou acontecendo bem antes do esperado. Acredito que seja só o começo, minha ideia ainda é lançar muitos livros falando sobre luz e sentimentos positivos que façam a diferença na vida das pessoas.

“Sorria, você está sendo iluminado”, o livro do Felipe Guga. Você encontra aqui.

Que papel plataformas como a Touts e afins tiveram na sua carreira como artista?

Acho que toda plataforma ajuda o artista, por que outros artistas acessam, outras pessoas que não são do meu meio ou do meu mundo também acessam e conhecem. Pessoas que não me seguem também estão seguindo. Então acho fundamental existirem essas plataformas e só agradeço por me terem como artista.

Quais as principais vantagens que você enxerga em disponibilizar sua arte em sites como o nosso?

Pra mim a principal vantagem é a que pessoas que ainda não tinham acesso ao meu trabalho passam a ter. É uma comunidade bastante especial também no que diz respeito ao “mundo criativo”, por que o pessoal da Touts é bastante criativo, mesmo! Eu fico de cara com a qualidade dos artistas e estar entre eles é uma honra. Acredito que artistas devem apoiar artistas, e acho que a Touts faz esse papel maravilhosamente bem. Num país como o nosso, viver de arte não é uma das coisas mais fáceis e ter uma plataforma como a Touts dá essa luz pra gente, de saber que existe muita gente boa produzindo e vendendo. A marca dá voz pra muitas dessas pessoas criativas e isso falta bastante, por isso que eu acho a proposta maravilhosa.

“Céu coração”. Você encontra aqui.

Quais dicas você daria pra si mesmo no passado, quando estava apenas começando?

Putz, essa é difícil, hein! Eu daria muitas dicas, haha! Acho que a principal delas seria sempre olhar pra frente e não se preocupar muito com a opinião dos outros. Que é algo que eu já fiz muito e atrapalha bastante. Ao olhar pro lado e dar muita atenção a alguma crítica negativa ou depreciação ao trabalho, isso acaba te fazendo perder tempo, suga sua energia e leva pra um vibe que não é a nossa, enquanto eu poderia estar produzindo mais ou de uma maneira mais fluida. Acredito que isso de se preocupar com a opinião dos outros prejudica bastante. Hoje, graças a Deus, eu não caio mais nessa cilada. Se eu pudesse me dar um conselho seria esse: não dar tanto ouvido as opiniões e fazer o que acredito ser certo.

Quais são os próximos passos e o que vem pela frente?

Os próximos passos em 2018 são começar a pintar telas. Sair um pouco do papel, explorar novas mídias. Pintar outras plataformas: chapa de metal, madeira, etc. Explorar e brincar mais com o conceito do meu trabalho que já está bem solidificado e cristalizado. Também fazer mais neons, que é algo que comecei a fazer agora no fim do ano é já queria fazer há bastante tempo. Como eu falo de luz, escrever frases de luz em neon é um conceito bastante amarrado e acho que vai fazer bastante sucesso!

Pra fechar, um bate-bola jogo rápido:

Uma pessoa incrível — Jesus

Uma música — Wonderwall, do Oasis

Uma comida — Japonesa!

Um lugar — Praia do Arpoador

Uma qualidade — Altruísmo

Fé é — Acreditar no impossível e saber que o que você merece você vai receber.

Guga por Guga em uma frase — Uma pessoa na eterna busca e propagação da luz.


Essa foi a conversa e um pouco da história do Felipe Guga, um dos mais de 2.500 artistas da comunidade da Touts. Pra conhecer mais sobre seu trabalho e encontrar produtos com suas artes, não deixe de visitar a página dele na Touts.

Para ler entrevistas com outros artistas incríveis de nossa comunidade, dá uma conferida no nosso blog que tá recheado de histórias incríveis.

Abraço de urso,

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