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Artista da Vez #18 — Mila del Aguila

Uma convidada mais que especial para o Artista da Vez de hoje. Diretamente de Icaraí para o mundo, uma das mais talentosas artistas da Touts vai soltar o verbo em uma entrevista exclusiva. Trazendo o universo feminino através de suas ilustrações únicas, Camila nos conta como busca inspiração e quais são suas principais referência no mundo das artes e entra em grande estilo ao time de pesos pesados dos Artistas da Vez da Touts.

Senhoras e senhores, com vocês: Mila del Aguila

Mila del Aguila Foto: Manoela CPereira

Como você se apresentaria no grupo do Whatsapp do trabalho?

Oi gente, eu sou a Camila! Vamo que vamo!

E como você se apresentaria pro restante da comunidade da Touts?

Hey! Meu nome é Camila, ou Mila del Aguila. Vamos trocar umas ideias!

Camila em seu habitat natural, o ateliê!

Você é formada em Arquitetura, né? Como surgiu sua relação com a arte e o design? Veio de antes dos tempos de faculdade ou começou a se interessar por isso mais tarde?

Desenho desde sempre e achava que os grandes artistas eram seres humanos com super poderes, pensava que viver de arte era algo inalcançável. Cresci e a verdade é que entrei na faculdade de Arquitetura aos 18 anos com a única certeza abstrata de que eu queria “criar coisas bonitas” em minha vida. A faculdade foi uma delícia, tive muitas aulas com papel, canetas, tintas, vários experimentos criativos gráficos e tridimensionais. Mas naturalmente, por ser um curso técnico, a parte criativa não era o foco. Em algum momento comecei a sentir falta demais disso e aí que fui assumindo aos poucos pra mim mesma que eu queria ser artista, ilustradora, o que fosse. Demorou pra cair a ficha, mas rolou :)

Foto: Manoela CPereira

Em que momento percebeu que tinha talento para arte e poderia se dedicar mais a isso? Quais são os maiores desafios e o que te deixa mais pilhada nessa jornada como artista?

Comecei a ter mais consciência da arte como possível caminho profissional depois da faculdade, quando comecei a trabalhar em uma cafeteria com design gráfico, desenvolvendo todo tipo de material gráfico que era necessário. Eu dava sempre um jeito de colocar um desenho no meio do que eu tava fazendo. As pessoas que trabalhavam comigo lá foram essenciais pra me fazer acreditar e reconhecer na ilustração e na arte um caminho possível. Marcou uma mudança de rumo profissional pra mim.

O desafio tem sido conhecer e compreender o mercado de trabalho dessa nova profissão que escolhi pra mim, e definir cada passo a ser dado. No início tanta incerteza me deixava ansiosa, querendo resolver toda questão pra ontem. Agora a mesma falta de clareza sobre o que vai acontecer daqui pra frente é o que mais me motiva a seguir adiante e fazer o que acredito ser o melhor. Busco vivenciar arte e aprender cada vez mais sobre esse mundo novo no qual me joguei. As possibilidades são imensas, isso é incrível!

Pausa no pedal para rabiscar. Foto: Manoela CPereira

Pode contar pra gente um pouco do seu processo criativo no seu dia a dia, como você se mantém inspirada e motivada a criar?

Vejo tanta coisa foda por aí que isso me pilha muito a sair produzindo e evoluindo meu trabalho cada vez mais. Ás vezes passo horas olhando o que outros artistas estão produzindo, vendo os projetos que estão desenvolvendo. Isso relaxa e limpa a minha mente de outros assuntos e gera uma concentração forte. É como uma imersão, porque começo já com uma ideia na cabeça e deixo ela se desenvolver sem pressão, olhando referências e fazendo coisas aleatórias. Começo a desenhar, escrever nos rascunhos o que tá na minha cabeça e por aí vou desenvolvendo o desenho/ pintura até chegar a um ponto que se pareça com o fim. Tudo isso com muita música ao fundo, que me ajuda na concentração.

Onde você busca suas principais influências e referências?

Foto: Manoela CPereira

O que seria de nós sem essa maravilhosa invenção chamada internet, não é mesmo? Haha! Vou atrás de artistas do Brasil e de fora daqui que são incríveis. Fico de olho no trabalho deles pelo Behance, Instagram e Youtube, principalmente. Se a pessoa mora pelo RJ e rola de bater um papo ao vivo, melhor ainda!

Admiro e piro demais no trabalho do pessoal do Bicicleta sem Freio, de Goiânia, eles têm sido minha referência mais forte. Daqui do Brasil também gosto e acompanho muito os trampos de Wendell Araújo e Adams Carvalho, que são ilustradores fodas, e do Zéh Palito e Acidum Project, que pintam painéis animais por aí.

Fora do Brasil os artistas que mais acompanho são: boneface, Sarah Maxwell, Loish, Nevahosking, Pollynor, Henn Kim, Paula Bonet, Conrad Roset, Joon the Goon, Raul Urias, Melodie Perrault e Kaethe Butcher.

O que você mais gosta de fazer no seu tempo livre?

Gosto muito de pintar sem propósito, de pintar algo bem aleatório pra ninguém ver, ouvindo música alta o dia todo. Também sou apaixonada por rolês de bike. Definitivamente andar de bike por horas pela orla da minha cidade ouvindo muito som bom é uma das terapias mais eficientes pra mim.

Processo de “Look Inside”. Disponível aqui na Touts.

Como você enxerga a presença e o papel das mulheres no mundo das artes? O que você acredita que poderia ser diferente?

A gente mostra o que conhece e vive na própria arte, consciente ou inconscientemente. Se não houver espaço para mulheres na arte, toda representação do universo feminino seria a partir de um ponto de vista externo e incompleto. Não haveria representatividade real. Além disso, a presença e a voz feminina na arte vai além de fazer valer a representatividade da mulher. Ela também é capaz de promover revoluções em vários níveis. Deveria haver (muito) mais espaço para as mulheres no mundo das artes. Simplesmente não faz sentido restringir a visibilidade do que se produz em arte a um grupo relativamente homogêneo, como foi feito historicamente.

Em destaque, “Ondas de calor” por Mila del Aguila. Disponível aqui na Touts.

Uma curiosidade legal é que você hoje trabalha com a gente na Touts. Que papel você acha que plataformas como a Touts tiveram na sua carreira como artista e podem ter na de outras pessoas?

A Touts é um tipo de plataforma que permite que mesmo quem tá começando a desenvolver um trabalho próprio, o exponha e comercialize para desconhecidos. O mais legal nisso é que a própria divulgação pela plataforma e o retorno financeiro inicial é um bom incentivo pra quem tá começando a seguir fazendo sua arte. Mostra que é possível sim, que rola. Além disso, conhecer os outros artistas dessas plataformas agrega muito no próprio trabalho, é uma troca muito boa que só faz evoluir.

Quais as principais vantagens que você enxerga em disponibilizar sua arte em sites como o nosso?

Plataformas assim viabilizam a venda de produtos que eu não conseguiria produzir por conta própria sem riscos ou investimentos iniciais. Isso é bem considerável. Mas mais do que isso acho que é ter mais um espaço de divulgação do meu trabalho, que graças a essas plataformas, pode chegar até pessoas que não o conheceriam sem isso. Além disso, o tempo economizado por não ter que se preocupar com planejamento, produção e divulgação dos produtos é imenso. Sobra muito mais tempo pra me dedicar ao meu trabalho, que é o mais importante.

Que dicas você daria pra si mesmo no passado, quando estava apenas começando?

Segue sua intuição e não pensa nem duvida demais. O caminho certo você já sabe, é só ter coragem pra começar a seguir por ele.

“Smoke Girl” por Mila del Aguila. Disponível aqui na Touts.

Quais são os próximos passos e o que vem pela frente?

Tenho uma série de planos concretos e abstratos que se entrelaçam. Mas no final todos se resumem a: desenhar mais, pintar mais, estudar mais, conhecer mais, me expor e me arriscar mais. Até onde eu sei, o que vem pela frente é muita cor.

Pra fechar, um bate-bola jogo rápido:

Uma pessoa incrível — meu avô, o Seu Manoel

Um artista da Touts — Alberto Pereira. As intervenções dele nas ruas da cidade são um presente pros dias nublados.

Uma banda — Céu. Não é banda mas é a Céu, né.

Um livro — Eu vi o Mundo, de Cícero Dias.

Uma alegria — Shiwa (meu cachorrinho).

Um dia da semana — Domingo de sol, mesmo que seja pra ficar em casa

Dinheiro é — Gosto, compra várias canetinhas maravilhosas

Camila por Camila em uma frase — “Aren’t we all lost stars, trying to light up the dark?”


Esse foi nosso papo com a incrível Mila del Aguila, uma das mais de 2.500 artistas da comunidade da Touts. Pra conhecer mais sobre seu trabalho e encontrar produtos com suas artes, não deixe de visitar a página dela na Touts.

Para ler entrevistas com outros artistas incríveis de nossa comunidade, dá uma conferida no nosso blog que tá recheado de histórias incríveis.

Abraço de urso,

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